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No pós-Previdência, gestor prefere ‘Kit Brasil’ – Valor 12 de julho de 2019

Por Adriana Cotias

O placar de 379 deputados a favor da reforma da Previdência na votação de primeiro turno do texto-base na Câmara é um bom indicador para outras pautas reformistas no Congresso, como a revisão das regras tributárias e a agenda de privatizações. A primeira leitura de gestores de recursos é que foi dada a condição para novos cortes da Selic e para uma alocação no combo “kit Brasil”, com apostas em bolsa, na valorização do real e na redução das taxas de juros dos títulos públicos e dos contratos futuros.

Simbólico do viés mais positivo do setor é o cenário da Verde, de Luis Sthulberger. Na sua carta de junho, a casa traz um raro tom otimista até mesmo para a recuperação da economia, questão que é dúvida para outros gestores. “Estamos otimistas com o ritmo da atividade econômica este e no próximo ano. Vemos uma clara não linearidade à vista em relação ao crescimento, com aceleração que certamente não está refletida no preço dos ativos. A despeito da continuidade da agenda de reformas, que também achamos promissora, vemos grande espaço para a retomada cíclica, que inclusive já está em curso, liderada pela demanda doméstica. Essa convicção, apesar das altas observadas até aqui no ano, nos mantém bastante positivos com as perspectivas do mercado acionário brasileiro.”

Para a Verde Asset, o crescimento no longo prazo deve se beneficiar de outra força que é a explosão do mercado de capitais e redução do custo do crédito no país, consequência das taxas de juros estruturalmente mais baixas no Brasil.

Num ambiente “mais reformista” é de se esperar que o Copom já faça um corte de 0,50 ponto percentual na Selic na reunião deste mês, a 6% ao ano, e que haja reflexo positivo nos preços, diz o sócio da Truxt Investimentos José Alberto Tovar “Seguimos animados com ativos de risco, a chance de o BC cortar juros aumentou bastante.”

Na quarta-feira, especificamente, a gestora reduziu as posições em bolsa, após o Ibovespa alcançar os 106 mil pontos, mas Tovar afirma ainda gostar desse tipo de risco. No mercado de juros, a exposição se concentra nos vencimentos mais curtos, de 2021 e 2022. “As duas coisas [classes de ativos] andaram, mas um cenário novo se abriu, há a possibilidade de mais reformas à frente.”

No mercado internacional, a chance de o Fed, o BC americano, retomar os cortes de juros deixa a porta aberta para mais dinheiro em emergentes. “O estrangeiro ainda não veio, está um pouco desconfiado, mas o Brasil é um mercado grande, esse capital pode vir.”

Mesmo nos momentos de dúvida quanto ao futuro da pauta da Previdência, a Novus Capital manteve posições otimistas em ativos brasileiros. Agora, com a primeira rodada de votações, decidiu reduzir posições em juros e aumentar alocações em bolsa e real. Segundo o economista-chefe, Tomás Goulart, a percepção que tinha no início do ano de que a Previdência iria passar, agora tem com a reforma tributária. “O número de 379 votos foi uma excelente indicação de que a pauta do Rodrigo Maia [presidente da Câmara] tem aceitação no Congresso. Eu estava lá e senti que a reforma tributária também vai ser encampada pela Câmara.”

Essa virada de página, pode contribuir para a melhora dos preços dos ativos, diz Luís André Oliveira, sócio-gestor da Novus. “A gente tenta monitorar de perto a próxima rodada [de reformas] para medir qual o impacto no PIB, se vai ou não ter efeito na renda, no emprego e na atividade. Se postergar muito pode ter alguma decepção.”

A gestora tem como foco a bolsa, sob a expectativa de que o fluxo de capital externo alimente novas valorizações, já que até aqui o desempenho foi liderado pelo investidor local. Empresas de consumo, educação, construção e infraestrutura, incluindo Petrobras, estão entre as referências. O posicionamento no real vem da expectativa de mais capital externo. Oliveira reduziu a exposição em juros e a chance de cortes na Selic está contemplada via opções. A casa espera de três reduções de 0,50 ponto percentual na taxa.

O que falta na equação de Brasil é a volta do crescimento, elemento crucial para definir que ativos podem ter os melhores retornos, diz a economista-chefe da GAP Asset Management, Anna Reis. “Desde o quarto trimestre [de 2018], a atividade vem decepcionando. Tem potencial de melhora com a flexibilização das condições financeiras. A não aprovação sai do radar, mas ainda há uma incerteza quanto ao crescimento.”

Ricardo Marin, sócio-gestor da casa, diz que a reforma por si só tem efeito contracionista. A questão, agora, é decifrar se a agenda que se desenha vai ser suficiente para reanimar a confiança. Por ora, a preferência é o mercado de juros, com apostas em taxas nominais e em juro real, de até dois anos.

“Da forma que o BC caracterizou o balanço de riscos, condicionando a melhora da dinâmica fiscal para que pudesse fazer o ajuste, a aprovação veio como uma espécie de bandeira verde.”

A GAP espera redução de pelo menos 1 ponto percentual neste ano na Selic, a 5,5% ao ano, mas este nível parece ser o teto. Para 2020, a casa já cogita a taxa em 5%. Bolsa, por enquanto, não é um risco que a GAP esteja tomando abertamente, afirma Marin, com uma exposição apenas por meio de estruturas de opções para capturar eventual melhora da atividade.

“A gente ainda vislumbra um espaço maior no câmbio e nos juros tanto pela incerteza do crescimento quanto pela percepção de potencial de fluxo de dólar.” 

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