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NEWS

12.jun.2018
O que esses 7 fundos fizeram para não perder dinheiro no caótico mês de maio? – Infomoney, 12 de junho de 2018

Os fundos com estratégias focadas em dólar e no mercado exclusivamente internacional foram excluídos do levantamento, uma vez que o cenário foi menos desafiador com o dólar batendo recordes de alta

Weruska Goeking, 12 jun, 2018 15h22 – Atualizada em 16h10

SÃO PAULO – “Sell in may and go away” é uma frase já tradicional do mercado financeiro ao ponto de se tornar até um tanto folclórica. Ela diz respeito ao período pré-férias de verão nos Estados Unidos. Vale lembrar que uma parcela importante do mercado acionário brasileiro é de estrangeiros. Neste ano, a profecia foi realizada e tanto estrangeiros quanto brasileiros saíram vendendo suas ações na Bolsa brasileira em meio às incertezas políticas e a greve dos caminhoneiros.

O resultado foi a queda de quase 11% do Ibovespa, em seu pior resultado em três anos e meio e os fundos multimercados recuaram 2,20%, segundo o IHFA (Índice de Hedge Funds da Anbima). Mas enquanto uns choram, outros vendem lenço: 7 fundos multimercados conseguiram manter a performance positiva. 

InfoMoney foi atrás das explicações das estratégias vencedoras de cada um deles e você pode conferir tudo no programa “Top Fundos” (no player abaixo) Vale lembrar que fundos com estratégias focadas em dólar e no mercado exclusivamente internacional foram excluídos do levantamento, uma vez que o cenário foi menos desafiador com o dólar batendo recordes de alta. Foi o caso do Geo Empresas Globais, que teve ganhos de 9,28%, com diversificação tanto geográfica pelas empresas quanto cambial. 

Confira os 7 fundos multimercados que conseguiram sobreviver a maio em patamar positivo:

Fundo Retorno absoluto em maio Aplicação inicial mínima Taxa de administração
Gávea Macro 3,06% R$ 50 mil 1,98%
Truxt Macro Advisory 1,40% R$ 20 mil 1,90%
Az Quest Total Return 1,11% R$ 5 mil 2%
Absolute Hedge 0,97% R$ 5 mil 1,90%
Safari 0,94% R$ 25 mil 1,80%
RPS Total Return D30 0,83% R$ 50 mil 2%
SulAmerica Endurance 0,57% R$ 5 mil 1%

 

Gávea Investimentos: O gestor estava comprado em dólar, tomado em juros no Brasil e vendido no Ibovespa.

Truxt Investimentos: José Tovar, CEO da Truxt, conta que a equipe de gestão já observava, desde março, que o incentivo fiscal norte-americano acabaria pressionando a taxa de juros por lá e fortaleceria o dólar. Cenário complicado para os países emergentes, em especial aqueles com fragilidades adicionais, como é o caso do Brasil. As apostas já não eram otimistas desde abril, segundo Tovar.

No mês passado, o fundo estava tomado em juros com vencimento em dois e três anos, apostando na subida de juros curtos americanos. Os gestores também não apostavam que o Banco Central reduziria a Selic, na contramão de boa parte do mercado, uma vez que as moedas emergentes estavam derretendo e outros países emergentes já subiam seus juros. “Acertamos esse movimento. Fomos com opções e tomados no juro para janeiro de 2020 e passamos um tempo comprado em dólares”, explica Tovar.

 

[Continua…]

08.jun.2018
Desalavancagem de multimercados amplifica perdas do ‘kit Brasil’ – Valor, 08 de junho de 2018

Depois de receber uma enxurrada de recursos nos últimos dois anos, na esteira do corte de juros que levou a Selic à mínima histórica, os multimercados voltaram a encontrar uma porta estreita de saída pelas alocações no chamado “kit Brasil” – com posições que combinavam queda dos juros com a valorização do real e da bolsa. Como muitos mandatos ainda preveem volatilidade relativamente baixa, entre 2% e 4%, o que se vê agora é um movimento de desalavancagem para estancar perdas.

No conjunto, a percepção é que havia uma certa negligência com o risco eleições, com apostas que um candidato reformista deslancharia, coincidindo com uma fase em que a lua de mel com os emergentes chegou ao fim. Agora, as probabilidades foram ajustadas a um cenário que pode contemplar candidatos dos extremos, como Jair Bolsonaro ou Ciro Gomes, conforme mostrou sondagem da XP Investimentos com investidores institucionais, apontando um segundo turno entre os dois, com 48% dos entrevistados acreditando na vitória de Bolsonaro.

“A indústria de fundos estava complacente com os riscos à frente”, diz Fabiano Rios, sócio-gestor da Absolute Investimentos. “A maioria estava no mesmo lugar, e os fundos com um tamanho grande porque a indústria cresceu muito recentemente. Havia poucos com ‘call’ contrário.”

Conforme dados divulgados ontem pela Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos, os multimercados atraíram quase R$ 45 bilhões neste ano até maio, com o ingresso de R$ 91,3 bilhões em 12 meses.

Embora veja a bolsa barata, depois da rápida depreciação das ações, Rios acha que esse é o segmento em que os mecanismos de “stop loss” ainda não terminaram. Enquanto nos mercados de juros e câmbio há atuação coordenada do Tesouro e do BC, na bolsa não há nenhum agente que auxilie a reequilibrar os preços. A alternativa seria as próprias empresas lançarem programas de recompra.

Depois do dia de pânico vivido ontem pelo mercado, os níveis de preços do dólar e dos juros futuros estão mais razoáveis e compatíveis com o atual cenário eleitoral, considerando-se que faltam quatro meses para o pleito, diz um dos gestores mais respeitados do mercado, que falou na condição de anonimato.

“Houve uma mudança de percepção dos fundos brasileiros, que até recentemente trabalhavam com a ideia de que Geraldo Alckmin ganharia a eleição e que a economia aceleraria”, diz. “De repente, perceberam que o cenário mais possível hoje é haver segundo turno entre Bolsonaro e Ciro ou talvez alguém do PT. No meio disso ainda os juros americanos subiram e houve problemas na Argentina, na Itália, na Turquia.”

Ele cita que fundos grandes tiveram perdas e tiveram que zerar suas posições montadas para um cenário mais benigno da economia. “Isso virou uma bola de neve.” Boa parte desse movimento, na sua avaliação, já ocorreu.

Esse gestor observa que raras vezes viu o Brasil fazer preço no mercado externo como ontem. “Nunca vi uma correlação tão perfeita. Normalmente o Brasil não mexe com o mercado global, mas a bolsa americana chegou a cair 0,5% e depois voltou quando acalmou aqui. Juros americanos e moedas emergentes também reagiram ao Brasil.”

Para o gestor, o BC não deve ceder à pressão do mercado pela alta da Selic. “Pelas nossas contas, com o câmbio no atual patamar o BC está cumprindo a meta de inflação de 4,25% do ano que vem. Se câmbio subir mais, aí sim correria risco de descumprir. E não é função do BC aliviar o prejuízo do mercado”, afirmou. “Também não é função do BC servir dólar barato para ninguém.” Em relação aos juros, prossegue, já houve um aperto monetário conforme os juros futuros subiram e as taxas das NTN-Bs longas também. “O BC não precisa subir taxa porque o ajuste se deu pelo mercado.”

Com a dinâmica negativa nas últimas semanas, algumas gestoras passaram a apostar, porém, na alta da Selic, ainda que, pelo lado dos fundamentos, argumentem que a inflação baixa não justifica uma ação nesse sentido.

A Truxt Investimentos, por exemplo, no seu fundo macro passou a ter uma posição no contrato de DI com vencimento em janeiro de 2020 pró-alta da Selic, após ser uma das poucas casas a acertar a manutenção da taxa em 6,5% ao ano na reunião passada do Copom.

“O dólar não para de subir no mundo, essa não é uma dinâmica exclusiva de Brasil, mas o país tem as suas fragilidades”, diz o sócio-fundador da Truxt José Alberto Tovar, citando a debilidade fiscal, o processo eleitoral longe de emplacar um candidato reformista e revisões para um PIB menor num momento de maior aversão com emergentes.

O recente capítulo da greve dos caminhoneiros, com toda a discussão em torno do ajuste dos combustíveis, só expôs as feridas de um governo enfraquecido, que passou a ter as suas estratégias de política monetária questionadas. A disparada dos juros, o desmonte de posições na bolsa e o dólar flertando com o nível de R$ 4 são sintomas dessa combinação. “E a principal atitude do BC para defender o real em relação ao dólar é subir os juros. Não estou dizendo que vá fazer isso, mas é o que passou a ser cogitado”, diz Tovar.

Ele cita que a virada do cenário externo junto com a piora local pegou o setor de fundos alocado em posições otimistas demais para o Brasil. “Isso levou a indústria a virar o book para um cenário mais negativo. O mercado hoje está com uma dinâmica cambial perversa, perigosa.”

Após apertos monetários na Turquia e na Argentina, começa-se a especular se o BC vai fazer o mesmo, diz. “É um momento em que o mercado de juros parece disfuncional [com alta das taxas], apesar do PIB menor e da inflação sob controle, por mais que o ‘pass through’ do câmbio seja pequeno, mas país emergente normalmente defende moeda subindo juros.”

A desvalorização de moedas emergentes serviu de alerta para a Absolute enxergar os gatilhos de piora do mercado antes da onda negativa que abateu os multimercados nas últimas semanas. Uma das gestoras Top 5 do BC na previsão de juros de longo prazo, a casa passou o ano passado inteiro e o início de 2018 com posições pró-queda da Selic, mas inverteu a mão quando a boa vontade com economias em desenvolvimento ruiu.

“A gente não só zerou, como inverteu, agora tem posições tomadas [apostando na alta]”, cita Rios. A exposição em bolsa também foi zerada, bem como a pequena parcela da estratégia comprada em dólar em relação ao real. A casa mantém, ainda, uma posição relevante no cupom cambial, derivativo que expressa o juro em dólar, por entender que há uma má preficação dos juros.

“O mercado está muito assustado porque lá fora outros países subiram juros para conter o movimento de depreciação da moeda. Não descartamos que isso possa acontecer por aqui, mas a situação do Brasil é diferente”, diz. “Os núcleos [de inflação] estão nos níveis mais baixos, o crescimento da economia tem decepcionando, com revisões para baixo. Na prática, o país não vai crescer nada neste ano, praticamente só o carrego estatístico [de 2017].” A Absolute espera uma expansão do PIB entre 1% e 1,5% para este ano.

Com a disparada da volatilidade, a Pacífico saiu das posições mais estruturais e hoje tem pouco risco na carteira, segundo o sócio-gestor Eduardo de Carvalho Moreira. Até a parcela que tinha comprada em dólar em relação ao real, montada quando a relação era de R$ 3,20, foi desfeita porque com a moeda acima de R$ 3,90 o risco de manter a posição cresceu. Embora veja ressurgir discussões em torno de um aumento da taxa agora, considera que as condições inflacionárias ainda são benignas, com algum grau de manobra para o BC.

“No IPCA-15 de maio, os preços subjacentes, mais sensíveis à política monetária, variaram menos que 3%, abaixo do piso da meta; há uma espaço grande para a inflação reagir aos ‘tradables’ [bens comercializáveis internacionalmente]”, diz.

Para o gestor, a atuação do BC tem sido correta, ao suprir o mercado de câmbio, dando liquidez, sem forçar uma direção para a moeda. “O Brasil tem US$ 380 bilhões em reservas para ajudar nessas horas e permite assim que o câmbio flutue, porém, com solavancos menores”, diz.

Ele argumenta que não dá para colocar o Brasil no mesmo bolo de outros emergentes que se viram forçados a adotar um choque de juros, como a Turquia, que vinha rodando com um PIB de 7% e inflação a 12%, com a meta em 5%. “O Ilan tem uma situação muito mais confortável, tem um espaço maior para acomodar ajustes do câmbio”, diz. “O Brasil entra nessa comparação porque tem o fiscal frágil e no processo eleitoral discute quem vai ser o próximo presidente e como ele vai equacionar o buraco nas contas públicas.”

Preservar, mais do que construir, é a palavra de ordem nesses dias de disparada da volatilidade, diz o sócio-gestor da MRJ Marejo Guilherme Foureaux. “O mercado está zerando posições mais do que apostando contra [o real ou aumento de juros], porque não sabe para onde os preços vão, não dá para fazer conta”, diz.

Ele lembra que as taxas de longo prazo subiram ao nível de Dilma Rousseff na presidência, porque os gestores estão mais preocupados em evitar novas perdas. “Não faz sentido num mercado em pânico subir Selic em 0,25 ponto, o medo é haver um salto nos juros de curto prazo.”

Nesse meio tempo para proteger a carteira, Foureaux trocou alguns ativos prefixados por títulos atrelados à inflação, que oferecem um bom seguro se houver pressões sobre os preços decorrentes da desvalorização cambial. “Não é hora de tentar se posicionar para alguns cenários, é hora de se proteger das adversidades.”

22.maio.2018
Palavra do gestor – As perspectivas para a política monetária e o risco cambial – Valor, 22 de maio de 2018

Por André Duarte

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central encerrou um dos ciclos mais longos de flexibilização monetária desde o início do sistema de metas de inflação. No passado, em todos os casos, ciclos de afrouxamento monetário tiveram o início de sua reversão em menos de um ano, e assim, uma dúvida legítima é quão longo será o período de estabilidade dos juros.

Desta vez, mesmo frente à forte depreciação do real, existem bons argumentos que apontam na direção de um período extenso.

Não é difícil constatar que a economia possui elevada capacidade ociosa de fatores de produção. Uma forma de sintetizar a ociosidade na economia é através do cálculo do chamado hiato do produto, que mede a diferença entre o nível atual do PIB e o nível que poderia ser atingido caso os fatores de produção fossem plenamente empregados.

Apesar das incertezas envolvidas, calculamos que o hiato do produto se encontra em 5,5%, enquanto o próprio produto potencial expande-se a um ritmo de 2% ao ano. Assim sendo, estando correta a previsão da pesquisa Focus de crescimento de 2,5% e 3,0% em 2018 e 2019, respectivamente, a ociosidade continuará muito elevada.

Outro argumento é o impacto da reforma trabalhista. A reforma provavelmente permitirá uma taxa de desemprego mais baixa no longo prazo, havendo então maior espaço para crescimento não inflacionário no curto prazo. Por exemplo, em países com legislações trabalhistas mais flexíveis, como o Reino Unido, EUA e Austrália, a taxa de desemprego média nos últimos 20 anos foi de 5,9%, 5,8% e 5,6%, respectivamente.

Já em países com rígida legislação, como a Espanha, Itália e França, naquele período, a taxa foi de 15,9%, 9,4% e 9%, respectivamente. A Alemanha, país que introduziu entre 2003 e 2005 uma audaciosa e no tempo controversa reforma trabalhista, observou a taxa cair de 10% para 3,4% e, mesmo com baixíssimas taxas de juros, não há pressões inflacionárias relevantes até hoje.

A reorientação da política econômica também deve contribuir para um período extenso de estabilidade dos juros. Na esfera creditícia, nos últimos anos, o Estado brasileiro se utilizou de diversos instrumentos para direcionar crédito subsidiado para setores que julgasse adequado. A consequência foi o chamado efeito “meia entrada”, com a criação de um mercado de crédito dual no qual devedores escolhidos pelo rei obtêm empréstimos a taxas deprimidas, enquanto os demais, a taxas elevadas.

Neste quadro, a fim de equilibrar a oferta e a demanda de poupança escassa, a Selic precisou ficar mais elevada. Com a nova TLP e a menor participação esperada dos bancos públicos, esse efeito deve ser atenuado. Na mesma direção, o crescimento do Estado nas últimas décadas também pressionou os juros, o que deve ser parcialmente revertido em decorrência da emenda constitucional que estabeleceu um teto para o crescimento dos gastos públicos.

Ainda, não se deve perder de vista a importância da condução adequada da política monetária. Se, em um primeiro momento, críticas foram tecidas pela demora do Copom de começar o ciclo de flexibilização, bem como pela sua timidez inicial, os benefícios desta estratégia estão cada vez mais evidentes.

Com inflação baixa e difusa e expectativas de inflação ancoradas, a credibilidade recuperada da instituição apenas reforça que os juros estão baixos não por uma aposta, mas sim pelos fundamentos conjunturais e estruturais.

Neste quadro, a conjuntura econômica permite que o Banco Central mantenha a política monetária inalterada frente a um choque de oferta substancial. Elevada ociosidade, crescimento econômico modesto, reformas estruturais, baixo nível de inflação e alta credibilidade da autoridade monetária são elementos que sugerem que os efeitos de segunda ordem nos demais preços da economia devem ser bastante limitados.

Na última reunião do Copom, com juros constantes em 6,5% ao ano e dólar a R$ 3,60, o Banco Central projetou a inflação em 4,0% para 2018 e 2019, indicando inflação abaixo da meta em ambos os casos. Adicionalmente, a instituição estima em cerca de 80 pontos-base o efeito na variação anual do IPCA no primeiro ano de uma desvalorização cambial de 10% e perto de zero no segundo ano.

Dado os elementos supracitados, há risco para baixo nesta estimativa. Assim, mesmo que o câmbio deprecie de forma ainda mais relevante, chegando, por exemplo, a R$ 4,00, segue havendo espaço para acomodar o choque externo.

Desta forma, salvo um cenário adverso nas eleições que indique a não continuidade das reformas necessárias, entendemos que o período de juros estáveis deverá ser longo, provavelmente perdurando até o fim de 2019.

Ademais, visto que a decisão de manter a política monetária inalterada baseou-se em uma ponderação entre o cenário base benigno e a deterioração do balanço de riscos para a inflação, com o comitê pendendo em favor deste, em caso de melhora do ambiente externo e após as eleições, não é possível descartar até mesmo novos cortes na Selic.

André Duarte é economista da Truxt Investimentos

 

05.mar.2018
Emerging Markets Feature: Boom times in Brazil – Absolute Return, 05 de Março de 2018

Regime change

For some investors, the outcome of the October presidential elections will determine whether they choose to invest in Brazil, according to people who help introduce Brazilian funds to foreign investors. The Brazilian financial sector took comfort recently in the conviction of charismatic leftist Luiz Inácio Lula da Silva on bribery charges, which has effectively barred the former president from running again. The remaining candidates lean toward the center.

Alexander Gorra, a partner and investment strategist at TRUXT Investimentos, says the political turmoil around Rousseff’s impeachment helped inspire the firm to open in June last year. TRUXT, led by former ARX Investmentos executives José Tovar and Bruno Garcia, has grown to manage about $1.9 billion in equity and macro funds as of January.

“Brazil is like a big super tanker,” Gorra says in a phone interview. “It takes a lot of time to start to move, but when it does move it’s kind of hard to change. In our view, that was the big signal that things were going to change.”

Gorra says he has been encouraged by Brazilians “rejecting old populist measures” and calling for a scale back of the social security program, which represents a large chunk of the country’s budget.

“We think the pressure for whoever wins to do the necessary reforms will be there no matter what,” Gorra says. “…I think with that we’ll see the stock market begin to exert its function of being useful for financing and ideally getting back to where we were ten plus years ago.”

He says about Brazilian clients: “Investors are looking for experienced managers that have run money through different market cycles. Brazil is obviously a volatile market, and they look for managers that have been tested in difficult situations in the past.”

But like Appel, Gorra faces challenges gathering American assets even with a favorable election outcome. Because the Brazilian stock market contains just 440 listed companies, it can be difficult for equity investors to find enough short-selling ideas to balance long investments. Foreign investors can also be reluctant to give money to more than one Brazilian manager to avoid overlapping investments.

TRUXT’s long/short equity strategy available to American allocators invests in Brazilian countries of all sizes as well as companies in other Latin American countries. It can also trade interest rates, foreign exchange and commodities. The fund currently leans toward domestic cyclical companies – banks, consumer product companies and other financial service providers like the Brazilian stock exchange – that Gorra says will benefit from the economic recovery.

“People want to know who will be the winners and losers out of these tough recessionary times,” Gorra says. “The competition in different sectors has been shifted around quite a bit.”

Since beginning trading in June, TRUXT’s directional long/short equity fund has gained 26.1% through late February in Brazilian reals, and its macro fund has risen 10.3%. The macro fund managed by the TRUXT team at ARX averaged a return double that of Brazil’s benchmark interest rate at a volatility of 4% since 2005.

According to Gorra, the macro fund has shifted money from fixed income to stock investments and bought reals while betting other Latin American currencies will depreciate. The funds also keep money in cash for after the elections.

“I’ve been living down here for 22 years,” Gorra says. “It’s the most interesting moment in a long time.”

 

06.fev.2018
Urgente: Gripen + fundos para comprar Bolsa com airbag (todos perto de fechar) – Empiricus, 06 de fevereiro de 2018

Estávamos à caça de outras opções legais nesse tipo de fundo desde que a Oceana fechou as portas para
novos aportes. Agora, Miles e Truxt somam-se ao XP Long Biased. Não quis esperar a próxima
publicação porque, dada a disciplina com as posições vendidas, os dois não devem ficar abertos por
muito mais tempo.

Ambos, infelizmente, estão acessíveis somente a investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em
aplicações financeiras). Como já é de praxe, é óbvio que “choramos” uma mudança de perfil. A Miles
está avaliando essa possibilidade e traremos qualquer novidade aqui, combinado?
Então, abram-se as cortinas. Com você — que trio! — Nimitz, Miles e Truxt.

Por que mais dois fundos long biased?

Se você ainda não sabe o que é um fundo long biased, pare tudo e leia este relatório aqui, de quando
sugerimos produtos do tipo pela primeira vez. Se você já conhece, só vou refrescar sua memória: um
fundo long biased tem viés comprado em Bolsa, da mesma forma que minha mãe sempre teve um viés
comprado no meu irmão. Lembra dessa história? Se começavam gritos no carro, ela colocava a mão
para trás e beliscava a minha perna ou a da minha irmã. Nunca a do meu irmão.

Momento terapia à parte, o fundo long biased pode ter posições compradas em ações, mas também
vendidas (apostando que a empresas vai se desvalorizar na Bolsa). Seja como for, entretanto, ele vai
estar sempre mais comprado do que vendido.

O long biased tem sempre a carteira pelo menos 67% comprada em ações — o que faz, inclusive, com
que tenha a tributação mais vantajosa, de fundo de ações, de 15%, ao contrário dos long & short (dos
quais não gostamos), que começam com 22,5%.

Mas é muito mais do que isso. O mandato de ficar mais comprado ou mais vendido em Bolsa, de acordo
com o cenário, faz do long biased um produto muito versátil. Ele provavelmente vai ficar para trás dos
seus demais fundos de ações em um ano excepcional para a Bolsa, já que tem também posições
vendidas. Em compensação, nos momentos mais difíceis, vai ficar mais fácil suportar o temporal.

O long biased nos parece um tipo de fundo atraente para integrar sua carteira em qualquer momento,
mas tem seu charme especialmente agora, um ano de incertezas eleitorais e externas. “Existe a chance
de que, ao longo de 2018, cada semana seja diferente da outra”, diz Fabiano Custódio, o gestor da Miles,
que você já já vai conhecer.

Só para não perder o costume, reforço que você deve pensar em um fundo de ações para um horizonte
de pelo menos três anos. De preferência, cinco.
Sugerido Truxt Long Bias FIC Multimercado

A Truxt é uma gestora formada pela equipe egressa da ARX Investimentos. A casa carioca tinha sido
comprada pelo banco BNY Mellon em 2001. Encerrado o período de não competição, a equipe, liderada
por Alberto Tovar, montou a nova gestora. A ausência do sócio americano é um bom ingrediente para a
Truxt, agora claramente com a equipe muito mais alinhada em termos de remuneração.

Dentre os sócios está Bruno Garcia, que tocou um fundo long & short bastante reconhecido em seus
tempos de ARX e agora comanda a mesma estratégia – já fechada para novas aplicações – e também um
long biased na Truxt.

Passei anos ouvindo de gestores concorrentes e alocadores que o Bruno é brilhante. Tive a
oportunidade de conhecê-lo em eventos e mais recentemente em um longo papo no escritório da Truxt
no Rio. De fato, o fundo não é somente um rostinho bonito.

Além do desempenho quantitativo claro, a casa tem um gestor atento a todos os detalhes, ágil no ajuste
de posições, cuidadoso com as posições vendidas e com o tamanho do patrimônio ideal para conservar
bons retornos – o que significa que o fundo não deve durar muito tempo mais aberto.

Bruno explora ao máximo as possibilidades de um long biased, variando de fato o tamanho da
exposição à Bolsa. Quando está com a exposição líquida comprada alta demais, também se preocupa
em estruturar proteções com opções, o que ajuda a reduzir a volatilidade. De proteções, você sabe,
gostamos.

Um charme adicional do portfólio é que parte do risco é tomada fora do país, por meio de investimentos
de empresas de outros países latino-americanos. Hoje, por exemplo, faz parte do portfólio B&MA, a
ação da Bolsa argentina. É como comprar B3 há muitos anos, segundo Bruno, com várias oportunidades
de consolidação e avanço de governança pela frente.

A atuação internacional não para por aí. Se a liquidez estiver difícil na bolsa local, a equipe também
tem a opção de montar posições vendidas em algumas empresas brasileiras fora do país, via ADRs, os
recibos de ações brasileiras negociados em bolsas estrangeiras.

Bruno está sempre à caça de oportunidades de curto prazo e não tem amor por posições.
Recentemente, por exemplo, posicionou-se em Usiminas. “Você gosta então de Usiminas…”, retomei no
fim da nossa conversa. E ele rapidamente: “Não, não gosto”. A empresa é aposta especulativa, dentre
outros motivos porque deve ganhar com o avanço do preço da commodity.

A carteira muda bastante, mas o gestor tem suas queridinhas — um conjunto de ações em que mexe
menos, de olho em um prazo maior — como é o caso hoje de Equatorial, Pardini, Multiplan e Aliansce.

O fundo da Truxt infelizmente está disponível somente para investidores qualificados, com mais de R$
1 milhão em patrimônio financeiro.

10.jan.2018
Novata Truxt levanta R$5,6 bi em 6 meses – Valor Econômico, 10 de janeiro de 2018

O mau tempo em Nova York não tirou o humor de José Alberto Tovar, sócio-fundador da Truxt Investimentos. No intervalo de uma de suas idas e vindas do aeroporto para tentar voltar para o Brasil, em meio a tempestades de neve na Costa Leste americana, o executivo falou com o Valor por telefone e exibia boa disposição ao fazer um balanço da sua nova gestora. Em seis meses, até dezembro, a casa conquistou um patrimônio de R$ 5,6 bilhões.

Ao fim de novembro, figurava como a 61ª maior gestora no ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), segundo os últimos dados compilados pela entidade. Aparecia à frente de nomes mais longevos no mercado como a Ibiúna, dos ex-BC Rodrigo Azevedo e Mario Torós; Mauá Capital, de Luiz Fernando Figueiredo; Canvas, do ex-credit suisse Antonio Quintella; ou Claritas, ligada ao americano Principal Group

Por trás desse fluxo, de quase R$ 1 bilhão ao mês, está uma equipe já conhecida, originária da ARX Investimentos, casa que Tovar fundou em 2001 e vendeu para o BNY Mellon em 2007, permanecendo no seu comando. Quando venceu a cláusula de não competição em 2016, a ideia era transferir os fundos da ARX para uma nova gestora em sociedade com o próprio banco americano, num modelo de “partnership”, parecido com o selado entre o Credit Suisse e a Verde Asset Management, de Luís Stuhlberger. Mas a conversa não foram adiante.

Ao criar a Truxt em junho passado com Bruno Garcia, executivo-chele de investimentos, Tovar levou consigo  do antigo time, entre eles Alexandre Gorra, estrategista sênior, Mariana Dreux, co-gestora das estratégias macro junto com Rafael Vasconcellos, Renata Tinoco, chefe de distribuição de atacado, e Carla Varela, do compliance.

De lá para cá, houve reforço de outros nomes, com o total chegando a mais de três dezenas de pessoas. A lista, conforme o site da Truxt, inclui Jander Medeiros, ex-analista de renda variável da JGP, Aristóteles Nogueira, com a mesma função na Opportunity, além de André Duarte, que era economista sênior para mercados internacionais no Brasil Plural, e Bernardo Valle, ex-gestor responsável pela análise de mercados da América Latina na SPX Investimentos.

O perfil dos executivos molda o espectro que a Truxt pretende ter, adicionando aos fundos existentes mais estratégias internacionais, por exemplo.

E depois de chegar ao público mais endinheirado pelos escritórios de “familly office” ou do “private bank” de instituições como Credit Suisse, Itaú, J.P. Morgan e Safra – como é possível filtrar na base de dados da Morningstar -, a ideia agora é atrair o investidor estrangeiro por meio de um fundo “offshore” e o institucional.

Após o Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizar as regras para aplicação dos fundos de pensão, a expectativa é que, ao longo do tempo, algo entre 20% e 30% do negócio da Truxt venha desse tipo de cliente, estima Tovar.

A Truxt também vai seguir os passos de outras casas independentes e fará incursão no ramo de previdência. A intenção é ter dois fundos já no primeiro trimestre, um multimercado macro e um de ações. “Com juros reais mais baixos, a melhora da portabilidade, a gente vê a possibilidade de o cliente de previdência ir para gestoras com mais expertise”, diz Tovar. “O brasileiro talvez tenha de se acostumar a um período grande de juros reais baixos, o que os mercados desenvolvidos vêm vivenciando. Se for verdade, ele vai se encaminhar mais para o mercado de ações.”

A gestora nasceu com quatro estratégias e na largada todas tiveram bom desempenho: um multimercado macro, que rendeu 168% do CDI nos primeiros seis meses; um long-short (de arbitragem), com ganhos de 172%; um long-bias, que calibra a exposição em ações conforme o cenário, com 377% do referencial; além de um portfólio de ações de valor, com retorno de 24,3%, dois pontos acima do Ibovespa no período.

O long-short fechou para captação nas primeiras semanas, com R$ 1,3 bilhão, e o long-bias, que hoje reúne volume similar, deve ter o mesmo destino quando atingir algo entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões, sinaliza Tovar. “A gente espera alguma volatilidade do front político. Por isso, para manter a agilidade, o fundo não pode crescer muito”, diz o executivo.

Ao longo do ano passado, o fundo macro ganhou com posições atreladas aos juros brasileiro e americano, apostando na alta das taxas curtas dos EUA, descreve Tovar. Nos portfólios de bolsa, o grupo de ações escolhido também frutificou. Na carteira do long-short, a maior proporção do risco, por exemplo, estava, ao fim de setembro, em títulos do Tesouro e em papéis do Magazine Luiza e do Bradesco, com a parcela em renda variável em 26%.

16.out.2017
No Leblon, mais uma gestora que cresce ao ritmo de R$ 1 bilhão por mês – O Globo, 16 de outubro de 2017
30.jun.2017
Nova rival de uma das principais gestoras do país já é bilionária – Revista Exame, 30 de junho de 2017.
08.jun.2017
Fundos da Truxt Investimentos captam R$ 1,2 bilhão em 3 dias – InfoMoney, 08 de junho de 2017