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Agenda de privatizações leva Ibovespa para os 101 mil pontos – Valor 22 de agosto de 2019

Por Juliana Machado e Ana Carolina Neira 

A agenda positiva do governo, focado em privatizar grandes companhias públicas, deu fôlego para o mercado de ações se recuperar depois de dias de aversão ao risco. É verdade que a trégua no exterior, com o movimento positivo das bolsas americanas, ajudou a embalar o Ibovespa, mas a disparada do índice até os 101 mil pontos só foi possível com novas informações do governo sobre a continuidade do processo de diminuição do tamanho do Estado.

Com a alta forte de Petrobras e Eletrobras no pregão, o Ibovespa subiu 2%, aos 101.202 pontos, perto da máxima intradiária de 101.240 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 14,2 bilhões, acima da média diária dos pregões do ano, em R$ 12 bilhões.

O Ibovespa veio, desde a abertura, operando com o impulso do cenário externo. Não é que o ambiente tenha mudado, afinal ainda persiste o receio de que o mundo caminhe para um enfraquecimento mais intenso do que o previsto. No entanto, após baixas sucessivas, o investidor deu uma colher de chá para os ativos e voltou a migrar para algum risco, o que ajudou na recuperação de moedas e bolsas emergentes.

Somado a isso, a agenda econômica do governo renovou o interesse do investidor pela renda variável. O mercado já acordou com a notícia de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai privatizar 17 estatais, entre elas a Eletrobras. Ao longo da tarde, notícia do Valor mostrou que a equipe econômica tem o interesse de privatizar a Petrobras até o fim do governo Jair Bolsonaro.

Nesse contexto, as duas companhias subiram forte. A Eletrobras atingiu o maior preço da história na bolsa, de R$ 45 tanto no caso da ON (alta de 12,39%) quanto para a PNB (ganho de 11,80%). No caso da estatal de eletricidade, documento entregue por Guedes aos líderes partidários da Câmara dos Deputados mostra o modelo pretendido pelo governo na privatização – um aumento de capital em que a União é diluída. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o governo vai enviar o projeto de lei (PL) sobre o tema em até duas semanas.

Já em relação à Petrobras, os papéis da estatal vinham subindo perto de 2% desde o começo do dia, com o mercado mais animado em linhas gerais, mas dispararam com a notícia sobre o interesse de colocar a empresa na fila das privatizações. Na máxima do dia, a PN chegou a subir 8,2%, a R$ 25,99, enquanto a ON avançou até 7,4%, a R$ 28,46. No fim do dia, reduziram um pouco o passo, mas ainda com intensa performance: a ON teve ganho de 5,32% e a PN, 5,95%.

A agenda do governo, com a reforma da Previdência e as privatizações em foco, é o que sustenta a atratividade do Brasil perante o incerto cenário internacional, na opinião de especialistas. Isso não significa que o mercado local não vá sofrer ajustes com os solavancos no exterior, mas pode passar melhor por esse cenário.

“O Brasil não cresceu nada do seu potencial e frustrou bastante um mercado mais otimista no começo do ano, mas, diferentemente dos outros países, estamos saindo desse ambiente”, afirma Rafael Vasconcellos, gestor do fundo macro da Truxt Investimentos. “Vivemos um ambiente de estímulo monetário e qualquer aceleração do crescimento vem com inflação e juro baixos, num contexto de Previdência mais ajustada.”